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Alto Horizonte: vereadora que tentou extorquir prefeito pode ter mandato cassado

Votação ocorre nesta terça-feira (12) e cassação depende de maioria absoluta no plenário composto por nove vereadores

Processo de cassação foi iniciado após publicação de matéria exclusiva no Mais Goiás (Foto: reprodução/Câmara Municipal de Alto Horizonte)

 

Será votado às 19h desta terça-feira (12) o parecer final da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP), do procedimento instaurado contra a vereadora Lauanda Peixoto Guimarães (PRB) na Câmara Municipal de Alto Horizonte. Como a casa possui nove parlamentares, a cassação poderá ser aprovada com parecer positivo da maioria absoluta, que segundo o regimento da câmara local, se traduz em cinco votos registrados.

Ela foi investigada pela CEDP por ter sido flagrada em áudios tentando extorquir o prefeito da cidade, Luiz Borges (PSD), em troca de “administração tranquila”. O caso foi relatado com exclusividade para o Mais Goiás, que em 1/3 deste ano veiculou matéria com as gravações. Dias depois, a reportagem deu origem ao processo investigativo no Legislativo municipal.

A votação ocorre após o relatório do parlamentar Edmar Ramos, o Tatá (PP), ter sido aprovado por unanimidade, 3×0, na última quarta-feira (6), o que pode ser um indicativo de possível cassação, uma vez que a comissão é composta por três vereadores, 1/3 da casa.

O Mais Goiás tentou contato com o relator, mas as ligações não foram atendidas. Por outro lado, a presidente da comissão, Rosemeire Pacheco (PP) afirmou – via telefone – que o trabalho foi “conduzido dentro do que rege a Constituição Federal, as leis municipais, Código de Ética e o regimento da casa”. Entretanto, ela se negou a adiantar qualquer análise sobre o futuro da colega.

Quem também se negou a tecer comentários sobre a votação foi a presidente da casa, Rosana Rodrigues (PPS). “Não estou discutindo essa questão. A única coisa que posso afirmar é que hoje vai ter a votação”.

A redação tentou contato via celular de Lauanda, mas a ligação foi atendida por outra pessoa. Do outro lado da linha, a mulher, que não se identificou, afirmou que a parlamentar não se encontrava, mas que tentaria encontrá-la, o que não ocorreu até o fechamento deste texto.

Prefeito

Para o prefeito Luiz Borges, há votos suficientes para a cassação de Lauanda. Temos que aguardar a votação no Legislativo, mas considero que há possibilidade, dado o crime que ela cometeu. Temos que combater esse tipo de atitude e penso que a câmara irá fazer o papel dela.

Segundo ele, após veiculação da reportagem por este portal, Lauanda e o marido se distanciaram. “Ficaram o máximo possível longe de mim, mas continuaram a tecer ameaças, dizendo que iriam me denunciar por motivos diversos no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Não estou preocupado, podem me denunciar, isso faz é ajudar a gente”.

Novo áudio

O Mais Goiás teve acesso a novos áudios em que é possível notar uma escalada no tom de ameaça desferida contra o prefeito, caso este não aceitasse aderir à extorsão. No trecho que marca os 21 minutos do arquivo que possui extensão de uma hora e oito minutos, Rogério da Silva D’Afonseca – marido de Lauanda utilizado como intimidador, em razão de ter ficha criminal -, diz que o caso pode terminar “em sangue”.

O arquivo, mantido sob sigilo até o momento, compõe um processo de investigação conduzido pela Polícia Civil, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap).

O áudio foi gravado no dia 9/5 de 2017, em visita de Luiz à Câmara. Segundo ele, Lauanda estava se desentendendo com o secretário de agricultura Wanderson Pereira de Souza. “Fui ver o que estava acontecendo. Aí, nessa situação, fui ameaçado”, revela o gestor.

Fonte: Hugo Oliveira – Mais Goiás

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