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Carne Clandestina: Itapaci recebe audiência de esclarecimento sobre os riscos

O Centro de Apoio Operacional do Consumidor e Terceiro Setor desenvolveu na semana passada a segunda etapa do Programa Goiás Contra a Carne Clandestina, por meio de audiências públicas realizadas nos dias 13, 15 e 16 de agosto, nos municípios de Itaberaí, Itapaci e Bela Vista de Goiás, respectivamente. Esta fase é realizada após a operação de fiscalização (primeira etapa do programa), que consistiu na inspeção dos estabelecimentos que comercializam e manipulam carnes.

Em Itapaci, na quarta-feira dia (15/8), a audiência ocorreu no salão do Tribunal do Júri, por solicitação do promotor Francisco Borges Milanez, da 1ª Promotoria de Justiça de Itapaci.

As audiências ocorreram a pedido das Promotorias de Justiça locais,  com viés educativo, na qual participaram os proprietários de estabelecimentos que comercializam os produtos e a população em geral e, após esclarecer os objetivos do evento, o promotor de Justiça passou a palavra aos técnicos da Unidade Técnico-Pericial Ambiental da Coordenação de Apoio Técnico Pericial (Catep) do MP-GO, oportunidade em que falaram sobre os malefícios que a carne clandestina pode acarretar, alertando a população sobre o perigo de seu consumo.

Detalharam ainda como é feita a defesa sanitária dos alimentos e produtos de origem animal, a importância da correta conservação e produção de alimentos, além de aspectos relativos à saúde pública e de vigilância sanitária. Conforme ponderaram, os problemas decorrentes de irregularidades na produção e comercialização de produtos de origem animal são tratados como caso de saúde pública no Brasil, dada à gravidade das consequências para o ser humano.

Além disso, os técnicos detalharam também quais as medidas que devem ser tomadas para a melhor conservação do produto, os riscos de exposição da carne a agentes contaminantes e as principais doenças que podem ser transmitidas ao homem em razão do abate e comercialização de forma irregular. Por fim, esclareceram a possibilidade de criação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que é responsável por controlar a qualidade dos produtos de origem animal.

Dando sequência à audiência, foi proposta aos comerciantes a assinatura futura de um termo de ajustamento de conduta (TAC), visando à adequação sanitária dos estabelecimentos, bem como, a participação em um curso de “Boas Práticas na Manipulação de Alimentos para Açougue” a ser ministrado aos representantes e funcionários indicados pelos comerciantes que assinarem os TACs. Esta consiste na 3ª etapa do programa, em uma parceria com o Senac, que ministra o curso em cada um dos municípios. (Com informações de Cristina Rosa / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO – fotos: CAO Consumidor).

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