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Deixar zona de conforto de lado é maior trunfo da ação do governo

Programa Goiás na Frente salva prefeituras, que estão sem recursos, e dá visibilidade ao governo, o que rende dividendos eleitorais a José Éliton

Governador José Eliton com prefeitos da região Central do Estado: “Os secretários têm a obrigação de atender vocês e sempre dar uma resposta” | Foto: Reprodução

 

O Estado de Goiás tem 246 municípios. E em maior ou menor grau, todos estão com dificuldades financeiras de monta. Esse é o cenário em todo o Brasil, que aos poucos e só no último ano está começando a dar os primeiros passos para sair da mais grave crise financeira de sua história, causada pelos desvarios da petista Dilma Rousseff na condução de uma política econômica que causou recessão e desemprego.

Praticamente todos os prefeitos goianos — assim como dos outros Estados — estão na condição de apenas administrar a folha de pagamento e manter, com enormes dificuldades, os serviços básicos. Não é à-toa que todos os anos, prefeitos de todo o País fazem marchas a Brasília, para pressionar o Legislativo e o governo federal no sentido de ações para amenizar os problemas resultantes da falta de verbas.

Mesmo a Prefeitura de Goiânia, cuja arrecadação é portentosa, está em dificuldades, como prova a crise no sistema de saúde, provocada principalmente pela escassez de recursos. Em tal cenário, investimento por parte dos prefeitos, nem pensar.

Nesse sentido, o Programa Goiás na Frente, implantado pelo governo estadual no início do ano passado, foi um verdadeiro bálsamo para os prefeitos goianos. O programa, comandado pelo então vice-governador José Eliton, previa investimentos em diversas áreas do Estado, realizado em parceria com os municípios, para obras de infraestrutura em saúde, educação, saneamento urbano e esgotamento sanitário, malha rodoviária e habitação popular, entre outras. Os prefeitos começaram a receber um dinheiro com o qual não contavam para realizar obras importantes.

Houve quem dissesse que o governo não conseguiria cumprir as parcerias, que o programa seria iniciado e logo deixado de lado pela falta de recursos. Adversários tacharam a iniciativa de eleitoreira, apenas uma jogada de marketing para ocupar espaço na imprensa com vistas à eleição de 2018. Os adversários estavam certos num detalhe: o PGF realmente produz benefícios eleitorais ao governador, que agora é candidato à reeleição.

De acordo com o prefeito de Anápolis, Roberto Naves, “meu município não teria conseguido fazer nenhuma obra se não fosse o Programa Goiás na Frente” | Foto: Fernando Leite

 

Visibilidade

E não teria como ser diferente, na medida em que dá visibilidade e presença nos municípios ao governo comandado por José Éliton. Em vista disso, teria ele que não fazer as parcerias com os prefeitos, privando a população de obras necessárias e aguardadas pelas comunidades?

Governo tem de governar. Os adversários que se preocupem em apresentar propostas de fazer melhor. O Programa Goiás na Frente é o governo trabalhando de forma planejada e articulada, em parcerias com os municípios, certamente a forma mais rápida e direta de fazer chegar ao povo os benefícios que o Estado pode proporcionar. O PGF é ação administrativa com reflexos políticos e eleitorais, sem dúvida. E o programa era e continua sendo para valer. Não houve interrupção, pelo contrário.

Na quinta-feira, 3, o governo estadual, agora sob a titularidade de José Eliton, apresentou balanço do cumprimento de metas dos Pro­gra­mas Goiás Mais Com­petitivo e Inovador (GMCI), Goiás na Frente (PGF), e o Plano de Governo 2015-2018.

No que se refere ao PGF, os números mostraram que, pouco mais de um ano após o lançamento, 78% das ações previstas no programa já foram concluídas ou estão em andamento dentro do prazo. Segundo os dados, 241 ações previstas já foram concluídas e 544 estão em andamento dentro do prazo, representando um total de mais de R$ 3,1 bilhões em investimentos.

Segundo o prefeito de Rubiataba, José Luiz Fernandes, ação “tem ajudado muito os nossos municípios, vamos concluir nossas obras até o final do ano” de 2018 | Foto: Ficarr 2017

 

Comprometimento

A previsão é de que, até o fim do ano, praticamente 100% da meta seja atingida. “Todos os secretários, presidentes de órgãos e superintendentes estão comprometidos, com dedicação de tempo e trabalho para executar o programa”, resumiu o secretário de Governo, João Furtado, que coordenou a reunião.

Algumas secretarias se destacam na execução do Goiás Na Frente. A Secretaria Estadual da Saúde, por exemplo, tem todas as 20 ações previstas dentro do cronograma. É o caso, também, da Secretaria de Segurança Pública, que está com todos os 21 projetos em andamento dentro do prazo ou já concluídos.

No mesmo dia, o governador José Eliton reuniu-se com prefeitos goianos, desta vez da Região Central do Estado, para discutir o que chamou de agenda de desenvolvimento em conjunto com os municípios. A principal pauta do encontro, como não poderia deixar de ser, foi o andamento do PGF nas cidades. “Reafirmo meu compromisso de cumprir à risca o que foi pactuado com os prefeitos pelo programa Goiás na Frente”, disse o tucano.

Foi o sexto encontro de Éliton com prefeitos no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Além de debater questões administrativas, ele apresentou os secretários responsáveis pelas pastas que prestam atendimento direto aos gestores municipais: João Furtado (Governo), Carlos Alberto Lereia (Articulação Política) e Eduardo Zaratz (Programa Goiás na Frente). O governador já recebeu gestores do Entorno do Distrito Federal, Entorno Sul e Entorno Norte; Sudoeste; Norte e Região Metropolitana de Goiânia.

“Os secretários têm a obrigação de atender a todos os prefeitos e sempre dar a eles uma resposta. Essa é uma determinação que estabeleci no dia da posse dos secretários, e reitero aqui. Por isso, quero que vocês os conheçam melhor, e sintam-se à vontade para recorrer a eles”, afirmou.

Aprofundar a relação

José Eliton ainda garantiu que receberá todos os gestores e que busca, a exemplo do ex-governador Marconi Perillo, aprofundar a relação amistosa com os prefeitos. “O ex-governador Marconi sempre teve uma relação muito sólida com os prefeitos. Quero ter essa mesma relação. Os municípios têm cada vez menos capacidade de investimentos e precisam do nosso apoio”, observou. A convite de José Eliton, Marconi também participou da reunião.

José Eliton também destacou ações recentes do governo estadual, como a criação do programa 3º Turno da Saúde, Programa Mais Segurança, e Operação Ponto Final. “Já temos tido frutos extremamente satisfatórios nesses programas”, pontuou. Ele ouviu as demandas dos municípios e reiterou o comprometimento do governo estadual em solidificar as parcerias, destacando sempre a necessidade de manutenção do equilíbrio fiscal. “Vocês têm em mim um aliado”, declarou.

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PTB), deu testemunho da positividade da parceria com o governo estadual, ao afirmar que seu município não teria conseguido fazer nenhuma obra se não fosse o Programa Goiás na Frente.

Também o prefeito de Rubiataba, José Luiz Fernandes, agradeceu por todo o apoio que a cidade tem recebido do governo estadual. “Esse programa tem ajudado muito os nossos municípios, e a expectativa é que possamos continuar com essas obras e concluí-las até o final deste ano. Essa proximidade com os secretários vai nos ajudar a dar mais celeridade nas obras”, disse. Rubiataba já recebeu R$ 800 mil de um total de R$ 2,5 milhões relativos a convênio com o Goiás Na Frente. Não há dúvida: o PGF é ação administrativa que beneficia a população, e produz reflexos políticos que favorecem o governador. 

Por Cezar Santos Edição 2234 – JORNAL OPÇÃO
Link: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/ponto-de-partida/deixar-zona-de-conforto-de-lado-e-maior-trunfo-da-acao-do-governo-124468/

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