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Disputa para 17 vagas da bancada federal: a mais difícil da história

 POR WELLITON CARLOS DA SILVA – PUBLICADO EM 10/06/2017 ÀS 19:48 PM

A disputa eleitoral mais difícil do mundo está marcada para outubro de 2018. E não é para senador ou governador. A disputa mais difícil será para ocupar uma das 17 vagas de deputado federal na bancada goiana. Jamais o Estado apresentou um rol tão grande de pré-candidatos com capacidade, popularidade e importância política. Quem está na Câmara Federal quer ficar. E quem não entrou sonha com a vaga. E quem foi e deixou de ser vai tentar mais uma vez. A corrida maluca pelo Congresso Nacional começou.

Da forma com que se estrutura a disputa, com certeza, faltarão vagas para as estrelas. No momento, onze deputados desejam concorrer à reeleição: Flávia Morais (PDT), Giuseppe Vecchi (PSDB), Delegado Waldir (PR), Célio Silveira (PSDB), Fábio Souza (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Heuler Cruvínel (PSD), Rubens Otoni (PT), Lucas Vergílio (SDD), Alexandre Baldy (PTN) e Marcos Abrão (PPS). Outros cinco querem sair da Câmara dos Deputados. João Campos (PRB), Magda Mofatto (PR) e Roberto Balestra (PP) mencionam desejo de concorrer ao Senado Federal. Pedro Chaves (PMDB) é outro que pensa sair e entrar no Senado. Já descartou disputar a reeleição.

 

Jorge Kajuru, vereador: político deve ser o ‘delegado Waldir’ das eleições de 2018 e puxar mais um eleito para a bancada

Daniel Vilela (PMDB) e Thiago Peixoto (PSD), por sua vez, almejam o Executivo. Vilela tenta a indicação do PMDB ao governo de Goiás. E Thiago, apesar de não se expressar neste sentido, é um forte concorrente para ser o vice-governador da chapa a ser formada com José Eliton. Na hipótese de Wilder Morais assumir a candidatura ao Senado, como sugeriu Marconi Perillo, caberia a Thiago assumir a colocação em nome do PSD. Mas a vida dos pré-candidatos não será fácil. De fora existe um grupo forte e com votos disposto a tomar as vagas dos representantes goianos.

Anote aí a seleção de notáveis que deseja uma vaga a partir de 2019: José Vitti (PSDB), Iso Moreira (PSDB), Jean Carlo (PHS), Sandes Júnior (PP), José Nelto (PMDB), Lincoln Tejota (PSD), Jorge Kajuru (PRP), Iris Araújo (PMDB), Vanderlan Cardoso (PSB), Samuel Almeida (PMDB), Jayme Rincón (PSDB), Marcelo Melo (PSDB), Tayrone Di Martino (PSDB), Raquel Teixeira (PSDB), Alcides Rodrigues (PRP), Edward Madureira (PT), Paulo Garcia (PT), Adriana Accorsi (PT), Eduardo Machado (PHS), Eurípedes Júnior (Pros), José Mário Schreiner (PSD), Sílvio Fernandes (DEM), Denes Pereira (PRTB), Alcides Ribeiro (PSDB), Veter Martins (SD) e João Balestra (PP).

De imediato, um fenômeno não deve se repetir nas próximas eleições: a variável delegado Waldir. Por questões lógicas, os 274. 625 mil votos devem minguar. Não se costuma repetir o voto de protesto de novidades-personalidades da política. É a espécie de voto dado pela emoção e contexto eleitoral. Waldir, todavia, tem condições para se eleger. Mas sem seu protagonismo, a base liderada pelo PSDB deve ter dificuldades. Pastor Fábio Souza e Thiago Peixoto conseguiram ser eleitos na última disputa graças aos votos dados para Waldir. Heuler Cruvínel e Lucas Vergílio também terão dificuldades por conta da falta de um mandato com visibilidade.

Por sua vez, existe um grupo de favoritos para entrar na Câmara que qualquer apostador não ousaria deixar de fora de uma lista de vencedores: Jorge Kajuru (PRP), José Nelto (PMDB), Iris Araújo (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB). Esse grupo já provocaria uma enorme mudança na bancada goiana. cada um adotou uma estratégia que dificilmente dará errado. Kajuru é hoje o político goiano com maior popularidade nas redes sociais – em Goiás, mais até do que Ronaldo Caiado (DEM). Recentemente mostrou que consegue inclusive articular politicamente, ao propor uminstituto para cuidar de doentes com diabetes. José Nelto tem trabalhado com disposição para conquistar a vaga e visita constantemente o interior. Iris de Araújo conseguiu ter o controle simbólico de parte considerável da prefeitura. Após sua derrota em 2014 dificilmente perderá, já que antecipou suas estratégias e afinou sua equipe.

Vanderlan é também favorito. Após uma década sem mandato ele tem tudo para traçar uma disputa vitoriosa, desde que não acredite que basta o recall das eleições anteriores.

EDUCADORES

A corrida terá ainda um grupo de favoritos por conta da postura e da força em seus segmentos, caso do professor Alcides (PSDB) e José Mário Schreiner (PSD) – derrotado em 2014 pelo chamado ‘beiço de pulga’. O primeiro é um bem colocado empresário no ramo da educação, que teve um bom desempenho na disputa eleitoral pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia e que tem realizado ações sociais de projeção. E Schreiner representa um segmento órfão e essencial para Goiás: agronegócio.

Iris de Araújo: chegou a hora da juventude; Foto: Jornal Opção
Vanderlan Cardoso, ex-prefeito de Senador Canedo: após inúmeras derrotas, pode ter chegado a hora da primeira vitória do empresário. Foto: ALEGO
Alcides Rodrigues, ex-governador: é uma incógnita a participação do médico na disputa do ano que vem. Ele pode ser um das sensações ou se aposentar da política. Foto: Pauta Goiás
Paulo Garcia, ex-prefeito de Goiânia: o petista é também uma incógnita nas eleições de 2018. Pode ser eleito por conta do voto cativo do PT e pelas ações que realizou no executivo. Foto: O Hoje

 

Favoritos lutam contra desgastes da política

A disputa de 2018 é uma incógnita para quem deseja abusar do poder econômico ou surfar em sua popularidade. Não dá exatamente para garantir que aquele que gastar mais será vitorioso na disputa. O Ministério Público Eleitoral prepara uma série de seminários e preparativos para flagrar compra de votos e candidatos que costumam vencer com o gasto desmesurado. Em 2018, antecipou um promotor de Justiça ao DM, a tendência será escolher ‘alvos’ com tradição em processos eleitorais e candidatos notoriamente sem votos, mas que ao abrir as urnas se sagram vitoriosos.

A proposta é flagrar preventivamente ainda na disputa os pretendentes com muito dinheiro no bolso. Os favoritos terão que se esforçar. Os deputados que votaram pela terceirização, contra trabalhadores e favoráveis à reforma da previdência podem ter uma surpresa nas urnas, já que sindicatos e iniciativas populares pretendem divulgar a lista com os deputadoschamados de “traidores” em outdoor, páginas de jornais e redes sociais.

Dos atuais deputados, os favoritos são Flávia Morais (PDT) e Jovair Arantes (PTB). A primeira votou contra todas iniciativas que castigavam os trabalhadores; o segundo é um veterano acostumado a ganhar eleições para a Câmara.

Os demais terão que se desdobrar para vencer a disputa, já que do lado da base falta a figura do puxador de votos, antes ocupada por delegado Waldir. E na oposição, apenas José Nelto, Iris e Kajuru apresentam estrutura que indica vitória.
Disputa pelo ‘bonde do Kajuru’

Jorge Kajuru (PRP) é uma das promessas para 2018. Com um excelente desempenho na Câmara dos Vereadores, a ponto de eclipsar os novatos midiáticos e veteranos que costumam brigar pelo mesmo espaço, o radialista tem tudo para se eleger e levar mais um ou dois deputados em seu bonde. Kajuru teve 37.796 votos para a Câmara. Antes, o apresentador chegou a ter 106.291 votos, Apesar da classificação dentre os dez mais votados, ele não conseguiu entrar na lista dos deputados por falta de coeficiente eleitoral.

Desta vez, Kajuru promete calcular melhor a sua mira. Exatamente por esta maturidade e refinamento na Câmara dos Deputados existe a aposta de que ele será uma sensação na disputa do próximo ano.

Nos bastidores, existe a especulação de quem vai se filiar no PRP para disputar as eleições. A aposta é que Kajuru evite ‘levar’ para Brasília políticos tradicionais. Sendo assim, ele pode indicar quem seguirá seus passos. No partido, o ex-governador Alcides é também um dos favoritos para conquistar uma vaga federal. Na mesma linha dele, por conta do recall de gestão, o petista Paulo Garcia tem tudo para ser um competidor favorito, já que o PT goiano, na pior das hipóteses, tem sempre o voto da militância e dos embalos da candidatura à presidência.

Candidatos à reeleição para Câmara Federal

– Delegado Waldir Soares (PR)

– Flávia Morais (PDT)

– Giuseppe Vecci (PSDB)

– Rubens Otoni (T)

– Célio Silveira (PSDB)

– Alexandre Baldy (PTN)

– Jovair Arantes (PTB)

– Marcos Abrão (PPS)

– Heuler Cruvinel (PSD)

– Thiago Peixoto (PSD)

– Fábio Sousa (PSDB)

– Lucas Vergílio (SD)

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Indecisos (flertam com o Senado Federal)

– João Campos (PRB)

– Magda Mofatto (PR)

– Roberto Balestra (PP)

Não quer disputar as eleições

– Pedro Chaves (PMDB)

Quem quer chegar lá

– José Vitti (PSDB)

– Iso Moreira (PSDB)

– Jean Carlo (PHS)

– José Nelto (PMDB)

– Lincoln Tejota (PSD)

– Jorge Kajuru (PRP)

– Iris Araújo (PMDB)

– Vanderlan Cardoso (PSB)

– Samuel Almeida (PMDB)

– Jayme Rincón (PSDB)

– Marcelo Melo (PSDB)

– Tayrone Di Martino (PSDB)

– Alcides Rodrigues (PRP)

– Edward Madureira (PT)

– Paulo Garcia (PT)

– Adriana Accorsi (PT)

– Eduardo Machado (PHS)

– Eurípedes Júnior (Pros)

– José Mário Schreiner (PSD)

– Sílvio Fernandes (DEM)

– Denes Pereira (PRTB)

– Alcides Ribeiro (PSDB)

– Veter Martins (SD)

– João Balestra (PP)

– Rachel Teixeira (PSDB)

Link Original da Publicação: http://www.dm.com.br/geral/2017/06/a-eleicao-mais-dificil-do-mundo.html

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