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Em Goiás, MPF investiga promoção de seis policiais acusados de tortura

Militares teriam cometido o crime em 2010 na cidade de Trindade

R7 – Ana Beatriz Azevedo em 16/01/2018 – 10H51

O MPF (Ministério Público Federal) de Goiás questiona a promoção de seis policiais acusados de tortura em 2010. De acordo com a denúncia do Ministério, de 27 de março de 2017 (Ação penal nº 12490-69.2017.4.01.3500), 10 policiais militares foram acusados da prática do crime de tortura física e mental (Lei 9.455/1997) em Trindade, na grande Goiânia.

Seis desses policiais acusados foram promovidos recentemente dentro da coorporação. A partir da denúncia do MPF, feita em março de 2017, eles serão submetidos a julgamento em março de 2018, quando serão interrogados. O Ministério afirma que policiais com folha corrida limpa devem ter prioridade nas promoções.

De acordo com o MPF os dez policiais denunciados pela suspeita de tortura são Valtencir Borges Taquary, Cleuber Marques de Oliveira, Agnaldo Divino de Arruda, Itamar Xavier de Souza, Aroldo Rodrigues de Andrade, Marcioni Cavalcanti Urzêda, Anésio Barbosa da Cruz, Hildeil Borges Ribeiro da Silva, Alan Marcelino da Silva e Divino Carlos de Paulo.

Tortura

A denúncia do MPF acusa os dez policiais de terem torturado física e psicologicamente um homem com o objetivo de obter confissão do torturado a respeito da prática de estupros de duas jovens em Trindade, ocorridos em 21/06/2010.

Outro lado

A Polícia Militar afirmou que os policiais acusados não vão se manifestar individualmente e que a corporação responde pelos agentes. Em nota, a PM afirmou que o processo sobre o fato ocorrido em 2010 ainda está em andamento e que não foi transitado em julgado, ou seja, ainda não foi emitida uma decisão por parte da justiça que não permita mais nenhum recurso.

A Polícia Militar afirmou também que não pode afirmar se houve ou não tortura e que os acusados possuem amplo direito de defesa. Sobre a promoção, a PM disse que alguns dos policiais relatados foram transferidos para a reserva remunerada. A pasta afirmou também que a promoção “é um procedimento já garantido por lei e comum para todos os policiais militares quando cumprem o tempo de serviço na corporação”.

Um dos coronéis acusados, Anésio Barbosa da Cruz, é o responsável pelo comando dos 36 colégios da Polícia Militar do estado de Goiás, a respeito da função do policial a pasta afirmou que a investigação “em nada compromete seu excelente trabalho”.

Fonte: https://noticias.r7.com/cidades/em-goias-mpf-investiga-promocao-de-seis-policiais-acusados-de-tortura-16012018

 

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