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Falso “coiote” aplica golpe de R$ 150 mil em moradores de Goianésia

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Imagem: Arquivo pessoal das vítimas. MEGANÉSIA

 

Conforme matéria publicada no site Meganésia, a Delegacia de Polícia de Goianésia ficou bastante movimentada na manhã da última terça-feira, 07, em função de um golpista que que atuou na cidade nos últimos dias. Segundo o site, pelo menos 30 pessoas se deslocaram até a DP para oficializarem a denúncia. “Uma mistura de revolta, ilusão, esperança, angústia, decepção, raiva, desespero, tomava conta das vítimas. Pessoas desempregadas, pais de família, pessoas que moram de aluguel, e até pessoas que estavam empregadas e pediram demissão. Estes são alguns dos perfis das pessoas que ali estavam procurando por justiça”, diz a reportagem.

“Eu vendi meu carro por um preço bem abaixo do mercado para poder pagar a quantia exigida pelo Fernando. Dispensei um ótimo emprego na esperança de uma vida melhor”, contou um pintor de 37 anos que levou prejuízo de R$ 3.500 e pediu para não ter sua identidade revelada.

O pedreiro Ueliton, de 29 anos, foi mais uma vítima. Ele contou à reportagem que também vendeu seu carro para poder ter condições de pagar o valor cobrado pelo golpista. “Cheguei a vender o meu também. A gente realmente fica chateado por tomar este golpe. Uma pessoa desta que te faz uma proposta de serviço e justamente numa crise desta querendo, talvez, dar uma melhoria de vida, e este fato aconteceu e a gente não esperava por isto”.

Ainda segundo o Meganésia, cinco pessoas de uma mesma família pegaram dinheiro emprestado com juros de 5% e colocou na mão do golpista. Outras cinco pessoas pediram demissão de seus empregos para também tentarem embarcar rumo ao Canadá. Um homem chegou a pegar suas economias e aplicou neste “sonho”, e hoje não tem dinheiro para pagar o aluguel. “Várias são as histórias do fim de um sonho de mudança de vida”, diz a reportagem.

O Delegado Marco Antônio, à frente do caso, ouviu cada uma das vítimas e registrou o Boletim de Ocorrência. Se munindo de informações precisas para tentar localizar e prender o tal Fernando. Diligências foram feitas, no entanto, ao que se sabe até agora é que ele saiu de casa com a roupa do corpo deixando até a mulher para trás.

A princípio, a ideia do golpista era levar 12 pessoas, entre pedreiros, pintores e auxiliares, para “trabalhar” em Toronto, Canadá. Porém, como as pessoas foram transmitindo uma para as outras, acredita-se que pelo menos 50 pessoas tenham procurado Fernando querendo ir embora do país.

A proposta era realmente encantadora. O contrato seria de 06 meses de trabalho e o salário de pedreiro, por exemplo, era de mais de R$ 3 mil por semana, ou seja, mais de R$ 12 mil por mês. E o melhor. O valor que seria pago era livre de tudo, toda despesa (moradia, alimentação, etc) era por conta do Fernando.

Para que as pessoas embarcassem neste sonho elas teriam que pagar as despesas iniciais, tais como, passaporte, visto e viagem (ida e volta). De uns ele cobrou R$ 3.500, e de outros R$ 3 mil. Acredita-se que ele tenha levantado cerca de R$ 150 mil com este golpe.

Muitas pessoas, depois de pagarem o valor exigido por Fernando, foram até Polícia Federal de Anápolis na companhia do golpista para retirar o passaporte. O plano só começou a ir por água abaixo quando ele marcou de pegar um grupo de 12 pessoas e irem até Brasília para pegarem o visto e de imediato embarcarem rumo ao emprego. Porém, ele não apareceu. Ninguém viajou. E o caso foi parar na Delegacia.

Inconformada, a companheira de Fernando garantiu que não sabia do plano de seu amásio com que vive em Goianésia a aproximadamente seis meses. Ela está contribuindo com as investigações e já prestou depoimento junto ao delegado Marco Antônio. Para as vítimas, ela contou que Fernando saiu apenas com a roupa do corpo e com documentos, deixando tudo para trás.

As investigações seguem em ritmo acelerado e com a mesma rapidez que o assunto se propagou de forma positiva, agora se propaga de forma negativa, com cada vez mais pessoas procurando a Delegacia. Fonte: Meganésia

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