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Governo Junto de Você realiza 950 atendimentos em apenas dois dias

Maria da Mêrces Ferreira Castro, 67 anos, dona de casa – tem problema de catarata há oito anos. Não enxerga e, consequentemente, não consegue realizar os afazeres de casa. Já fez cirurgia de glaucoma e, agora, a catarata – que atacou o olho direito – está afetando o olho esquerdo também. “Não consigo realizar mais nada dentro de casa, dependo dos meus filhos para me ajudar a fazer as coisas”, disse, enquanto esperava o atendimento do Programa de Cirurgia de Catarata, presente na 63ª edição do Governo Junto de Você em Valparaíso, no entorno de Brasília.

Assim como ela, Eunice de Freitas, 69 anos, dona de casa, também aguardava o atendimento, na estrutura montada na praça central do Jardim Céu Azul. Ela descobriu o problema há 10 meses, após fazer um exame. “Aproveitei a oportunidade e vim me certificar se eu tenho catarata e o que devo fazer”, relatou.

A catarata ocular é uma doença em que o cristalino, a lente natural dos olhos, perde sua transparência e começa a ficar opaco. Ela pode causar perda parcial ou total da visão (cegueira), além de deixar a visão turva ou embaçada, diminuir a visão noturna e causar fotofobia (hipersensibilidade à luz). Essa condição se desenvolve lentamente, muitas vezes passando despercebida antes de causar algum sintoma mais grave. Antes de evoluir, o uso de óculos pode ajudar a lidar com a doença, mas quando ela se torna mais grave, a cirurgia de catarata é necessária.

“Estamos cumprindo com o nosso compromisso de melhorar o atendimento de saúde em Goiás”, sentenciou o governador José Eliton, reafirmando a vontade que tem de atender quem mais precisa. “Estou aqui feliz, com a alma leve, respeitando as pessoas”, declarou.

De acordo com o coordenador do programa de cirurgia de catarata em Valparaíso, Paulo César Moura, apenas no primeiro dia do Governo Junto de Você, 650 pessoas foram atendidas pelo programa oftalmológico “Cirurgia de Catarata” no segundo dia outras 300 buscaram por atendimento. “Graças à gestão do governador José Eliton, temos liberadas hoje 6 mil cirurgias para serem feitas no programa ‘cirurgia de catarata’, voltadas para um público alvo que abarca 19 cidades do entorno do DF, fruto da parceria entre a Secretaria de Estado de Goiás do Entorno de Brasília e as prefeituras da região”, disse.

Todas as cirurgias serão realizadas no Hospital Municipal de Céu Azul, em Valparaíso. “Esperávamos ontem cerca de 400 pessoas no primeiro. Atendemos 650. No evento todo, esperamos alcançar 1.200 atendimentos só aqui nesta edição do GJV”, considerou.

Porta de entrada

No caso do programa “Cirurgias de Catarata”, o atendimento feito pela equipe do GJV é a porta de entrada do tratamento. “Aqui no evento é feita a triagem e a pessoa vai ser indicada para o hospital Municipal de Céu Azul a partir do dia 1 de junho. Lá o paciente passará por quatro consultas e quatro exames. Logo após será marcada a primeira cirurgia e, após 15 dias, a outra”, explica Paulo César. “Quando a pessoa está com a visão embaçada ou com idade avançada, ela precisa procurar o atendimento, com equipamento especializado, que constata se o paciente precisa fazer a cirurgia ou não”, complementa.

Segundo Paulo César Moura, o programa foi pensado em função da lista de espera do SUS, na qual centenas de pessoas aguardam por cirurgia de catarata. “Há pessoas esperando há oito anos na fila do SUS, parte delas já sem conseguir enxergar. Baseado nisso foi feito um levantamento nas 19 cidades do entorno e a demanda estimada foi de 6 mil cirurgias para zerar este problema na região. Todas as pessoas das 19 cidades do entorno vão ser atendidas com as cirurgias e vão voltar a enxergar normalmente”, destacou.

Qualidade

O coordenador do programa ressalta que o procedimento adotado pelo governo para as cirurgias é o mesmo das cirurgias particulares, inclusive em relação à qualidade das lentes. “A cirurgia de catarata faz a pessoa enxergar normalmente, pois são colocadas lentes, que são importadas e que são as mesmas utilizadas nas cirurgias particulares. Não são aquelas lentes tradicionais disponibilizadas pelo SUS. Após a cirurgia também serão distribuídos os colírios, que são caros, para as pessoas usarem após a cirurgia. Elas vão voltar a enxergar 100%”, explica.
Fonte: A Redação

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