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Mãe luta para que bebê com doença não precise amputar a perna

Mãe luta por cirurgia para que bebê com doença rara não precise amputar a perna (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Uma manicure de 22 anos luta para conseguir pagar uma cirurgia para o filho, de 2 meses, que sofre de uma síndrome rara que causou má formação em seus membros. Segundo Fernanda Freire de Melo, a situação da perna direita de Victor Gabriel de Melo Oliveira é a mais complicada e há o risco de amputação caso ele não seja operado logo. Porém, a cirurgia na rede particular custa R$ 12 mil, dinheiro que a família, moradora de Anápolis, a 55 km de Goiânia, não tem.

De acordo com Fernanda, Victor nasceu com uma doença chamada Síndrome de Streeter. Ela conta que quando ainda estava grávida, uma membrana “estrangulou” algumas partes do corpo do bebê, o que é chamado de brida aminiótica, causando a deformidade. Ela buscou ajuda logo após o parto, mas três médicos recomendaram a amputação.

“Assim que nasceu, ele ficou oito dias na UTI e depois mais um mês no quarto se recuperando. Quando ele saiu, comecei a ver como poderia resolver o problema, mas todos os profissionais diziam que a solução seria a amputação”, disse ao G1.

No entanto, ela buscou outra opinião com o cirurgião plástico Zacharias Calil, em Goiânia, que comentou sobre a possibilidade de uma cirurgia para tentar reparar o problema.
Para arrecadar o valor necessário, a família realiza campanhas, jantares e leilões. Desta forma, ela já conseguiu juntar R$ 5 mil. “Estou confiante. Com muita fé em Deus, vamos conseguir. Só de imaginar meu bebê correndo quando crescer, é o que eu mais sonho todos os dias”, afirma Fernanda.

Além da perna direita, Victor também sente os efeitos da doença nos dedos do pé esquerdo e das duas mãos. Porém, a situação, neste caso, é de menor intensidade, cujo tratamento pode ser realizado posteriormente. Segundo Zacharias Calil, a síndrome atinge 1 em cada 600 mil pessoas. Ele afirma que o procedimento é indicado logo após o nascimento para que o bebê tenha mais chances de recuperação. “A criança tem um poder de recuperação muito grande. Nesse caso, não se pode esperar”, destaca.

O médico explicou que, nesta doença, é como se o órgão fosse amarrado, impedindo a circulação do sangue e causando a atrofia. De acordo com o profissional, a cirurgia é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é considerada eletiva e pode demorar muito, vindo a ocasionar a amputação.

Calil salienta que a cirurgia não é 100% garantida, mas pode provocar uma melhoria significativa no problema do paciente. “Em todos os casos que fiz essa cirurgia, os resultados foram muito bons”, revela.

Link Original: http://g1.globo.com/goias/noticia/mae-luta-por-cirurgia-para-que-bebe-com-doenca-rara-nao-precise-amputar-a-perna.ghtml

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