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Museu Casa da Princesa conta história da época áurea da mineração no País

O acervo tem um diferencial interessante, foi construído coletivamente pelos moradores da cidade


O acervo tem um diferencial interessante, foi construído
coletivamente pelos moradores da cidade . Foto: Ministério da Cidadania

Preservar a história do povo de Pilar de Goiás, cidade localizada a 236 km da capital Goiânia. Este é o objetivo do Museu Casa da Princesa – que fica em uma antiga moradia com características do século XVIII, marcado pela mineração do ouro na região. A denominação Casa da Princesa vem da luxuosidade da construção. Lá, os visitantes encontram um acervo composto por mais de mil e duzentos itens, entre documentos históricos, fotografias, mobiliário, objetos domésticos e até recordações tristes da história brasileira, como instrumentos usados para torturar escravos. O acervo tem um diferencial interessante, foi construído coletivamente pelos moradores da cidade, como conta a diretora do Museu da Princesa, Tatielle Brito Nepomuceno.

“É essa identidade que as pessoas acham lá dentro do museu. Como doaram as peças, a maioria vai lá encontrar com os objetos que foram doados. Foram os próprios moradores de Pilar de Goiás que montaram o acervo”, ressalta.

Um destes habitantes é especial: o ex-zelador da instituição, Antônio Gomes Tição. Conhecido carinhosamente como “seu Tição”, ele foi fundamental para montar coleções, promover o museu e fazer a manutenção da Casa da Princesa. Com vontade própria de um apaixonado por história, garimpou por muitos anos peças que hoje fazem parte do acervo. Quem conta a história é o atual vigilante do museu, Hugo Cesar.

“Sem nenhuma experiência, nenhuma formação, ele agiu como se fosse um museólogo. Da maneira dele, ia pegando os objetos, de acordo com o que ele achava que era interessante e iria agradar o povo. Hoje, fora o serviço da gente, quando estamos de folga, estamos aptos para ir procurando as coisas, tentando fazer uma pesquisa naquilo que seu Tição deixou, para dar seguimento no trabalho que foi iniciado por ele”, afirmou.

Administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cidadania, o Museu Casa da Princesa foi reaberto em dezembro de 2018, após ficar dois anos fechado para obras de restauro e de reformulação. Também foi feito um novo circuito expositivo do acervo, que com todo merecimento homenageia seu Tição.

O Museu Casa da Princesa fica aberto nas terças das 9h às 13h. De quarta a sábado das 9h às 18h e aos domingos e feriados das 13h às 18h. Para saber mais sobre os museus administrados pelo Ministério da Cidadania, acesse: museus.gov.br.

Fonte: http://AQUI ACONTEC E

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