terça-feira , fevereiro 19 2019
Página Inicial / Noticias / O fogo que destruiu o sonho de meninos de jogar futebol no Flamengo

O fogo que destruiu o sonho de meninos de jogar futebol no Flamengo

Corpo do goleiro da categoria de base foi identificado. “Mensagem não chega no celular de nenhum”, diz jogador da base que conhecia as vitimas

Foto de uma das seleções para a categoria de base. Foto: Flamengo/Imprensa

Na biografia de jogadores de futebol famosos do Flamengo e outros clubes é comum a fase em que franzinos e magrelos se esforçam para se destacar por meio da categoria de base. É o que adolescentes que foram para o Rio de Janeiro buscavam até a madrugada de sexta-feira (8/2) quando o fogo matou seis deles – entre 14 e 17 anos – e quatro funcionários. Três jovens ficaram feridos – um gravemente. Esses jovens são levados para o Rio por olheiros do Flamengo. Normalmente são observados por causa da qualidade técnica que se destacam em periferias de cidades de todo o Pais no Brasil.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação recebeu chamado às 5h17. Quando chegaram, encontraram chama alta, desespero, mas três feridos que precisavam ser atendidos: Cauan Emanuel Gomes Nunes, 14 anos, de Fortaleza (CE), Francisco Diogo Bento Alves, 15 anos e Jonathan Cruz Ventura, 15 anos, em estado mais grave.

Por causa do temporal que deixou seis mortos no Rio, treinamentos foram cancelados. Como os jovens moravam fora do Rio, eles dormiam no Ninho do Urubu quando o incêndio atingiu um dos alojamentos.

Nas imagens transmitidas pela TV, teto e ferros retorcidos. O cenário que não combina nenhum pouco com o sonho de jogar futebol. Os jovens treinariam no Maracanã durante a tarde, conforme um dos jogadores da base. Ele ainda disse que tentou ligar aos colegas. “Mensagem não chega no celular de nenhum”, disse ele a uma repórter.

Com as notícias, pais e amigos chegaram desesperados ao local e foram autorizados a entrar. Por volta das 9h, a bandeira do Flamengo e do Brasil foram arreada a meio mastro, em sinal de solidariedade às mortes. O Rio de Janeiro decretou três dias de luto.

No local, têm seis quartos, com seis camas, para acolher 30 jovens. Durante a manhã, adolescentes sobreviventes saíam abraçados com colegas que moravam próximo ao CT.

Fonte: Dia Online

Veja também

Senar: curso gratuito ensina a empreender e administrar no agronegócio

Por meio de aulas pela internet, aluno vai aprender técnicas para montar uma nova empresa …