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Pré-candidatos às eleições municipais de Goiás em 2020 já começaram a se articular

Enquanto dizem que está cedo para discutir eleição, deputados e líderes percorrem os municípios reformatando suas bases e recrutando “novos” políticos aos seus partidos

O pleito de 2020 terá pelo menos duas novidades: a cláusula de barreira e o fim das coligações partidárias nas disputas proporcionais. E, mais, é a partir da próxima disputa que se ampliará ou não as bases para as eleições majoritárias e proporcionais de 2022. De certa forma, é possível indicar que 2020 está “grávido” de 2022. Por isso, enquanto dizem que está cedo para discutir eleição, deputados e líderes percorrem os municípios reformatando suas bases e recrutando “novos” políticos aos seus partidos. 

O fim das coligações proporcionais obriga todos os partidos a lançarem chapas exclusivas de candidatos a vereador na eleição do próximo ano. Noutras palavras, para citar um exemplo, o PP do ex-ministro Alexandre Baldy e o MDB do ex-deputado federal Daniel Vilela podem coligar-se para prefeito, inclusive com um partido lançando o candidato a prefeito e o outro lançando o vice-prefeito. No entanto, para vereador a coligação está vedada. Há também a questão de que políticos populares poderão se eleger, mas seus votos não podem ser contados para os parceiros. As restrições têm o objetivo de conter o “efeito Tiririca” (o deputado federal que chegou a levar para Brasília cinco deputados).

A maioria dos partidos deve lançar candidatos a prefeito porque, além da possibilidade de eleger o prefeito, o partido “X” o terá como puxador de votos. Os postulantes ao Legislativo, por sua vez, puxam votos para os candidatos a prefeito. Com a maior parte dos partidos participando com chapa completa — com um representante para cada cargo — entra em jogo a questão do fundo partidário (definido pelo número de deputados federais, que, por seu turno, são bancados por prefeitos e vereadores), do fundo eleitoral e, igualmente relevante, a própria existências dos partidos.

Resultado

A tendência é que, devido à cláusula de barreira, caia o número de partidos políticos a médio prazo. A partir das próximas votações, a cláusula de barreira impedirá o acesso ao fundo partidário por parte de partidos com baixo desempenho eleitoral. 14 legendas foram excluídas das reservas financeiras com base nos resultados de 2018: Rede, Patriota, PHS, DC, PC do B, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU, PTC. Para sobreviver, Patriota e PRP fundiram-se e “voltaram” ao jogo político. O Podemos e o PHS estão concluindo a fusão. Nanopartidos que não seguirem a cartilha das fusões podem encomendar “caixão e vela preta”.

Em 2022 será necessário emplacar nove deputados de nove Estados diferentes ou obter o mínimo de 1,5% dos votos válidos para deputado federal. As mudanças já se fizeram sentir. A cláusula de barreira ocasionou a dissolução de alguns partidos, como o PRP e o PHS. Major Araújo, ex-integrante do Partido Republicano Progressista, já iniciou sua transição para o PSL, pelo qual será pré-candidato a prefeito de Goiânia. Por: Italo Wolff e Euler Belém

Fonte: JORNAL OPÇÃO

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