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Presa dupla suspeita de envolvimento na morte de estudante em festa na UFG

Jovem suspeito de efetuar os disparos durante briga alegou que eles foram acidentais e classificou morte como ‘fatalidade’; o outro rapaz teria escondido a arma. Além da morte, outro jovem se feriu.
Presa dupla suspeita de envolvimento na morte de estudante em festa na UFG (Foto: Vitor Santana/G1)

 

Por Vitor Santana e Sílvio Túlio, G1 GO – 19/09/2017 11h10

Dois jovens foram presos suspeitos de envolvimento com a morte do estudante Ariel Ben Hur Costa Vaz, de 32 anos, durante uma festa na Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo a Polícia Civil, Danillo da Cruz Queiroz, de 23 anos, foi responsável pelo disparo durante uma briga. Já Jeferson Geovane Lopes, de 22, foi detido por esconder a arma usada no crime. Um homem que trabalhava na festa ficou ferido.

Eles foram apresentados nesta terça-feira (19), na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios. Jeferson preferiu ficar em silêncio. Porém, Danillo alegou que o tiro foi acidental e que morte foi uma “fatalidade”. “Eu fui pra defender um amigo e dei uma coronhada com a arma em um cara, quando eu dei a segunda coronhada, ela disparou, mas foi só uma vez”, afirmou.

Porém, o delegado Marco Aurélio Euzébio, responsável pelo caso, não acredita nessa versão. “Ele diz que houve só um disparo, mas nós temos duas pessoas baleadas, uma delas com dois tiros, então houve mais de um disparo”, explicou.

Ariel Ben Hur morreu baleado em festa na UFG (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Ainda de acordo com o delegado, o atirador e e a vítima não se conheciam. “Os dois tinham um amigo em comum, que estava sendo espancado em uma briga generalizada. O Ariel foi ajudar o amigo e o Danillo também. Testemunhas disseram que o Danillo atirou a esmo, de maneira irresponsável, e acabou acertando os dois homens”, contou.

A polícia explicou que Jeferson escondeu a arma do crime, que foi apreendida pela polícia. Ele estava na festa, mas a corporação ainda apura se ele participou da briga que acabou na morte de Ariel. Danillo, que já tem passagem por porte de arma e posse de drogas, vai responder agora pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e porte de arma. Já o Jeferson vai ser indiciado por posse de arma.

Familiares e amigos participam de homenagem ao estudante Ariel (Foto: Renata Costa/TV Anhanguera)

 

Homenagem

Familiares, amigos e colegas de Ariel fizeram uma homenagem ao estudante nesta manhã durante um culto ecumênico no auditório do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa), na UFG. Eles fizeram orações e reforçaram que a universidade tem um caráter público e que não pode haver espaço para a violência e medo.

“Estamos perplexos com a violência desmedida, mas a universidade foi e continuará sendo espaço de todos na construção da cidadania e um assassinato brutal como esse é tudo o que nós não queremos ver aqui”, disse o reitor da UFG Orlando Afonso Valle do Amaral.

Durante a cerimônia, fizeram uso da palavra um pastor, um celebrante católico e um representante do espiritismo. O intuito é reforçar a necessidade de não se despir de esperança mesmo diante de um ato tão cruel.

Festa na UFG terminou com um estudante morto e homem baleado (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

Morte

Ariel foi assassinado na última sexta-feira (15), no gramado entre o Centro de Convivência da UFG e a Faculdade de Artes Visuais (FAV), no Setor Itatiaia. Segundo a polícia, os dois jovens foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, e Ariel morreu quando estava a caminho do Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) do Setor Campinas. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos.

O rapaz ferido trabalhava na lanchonete da festa. Ele foi alvejado de raspão no pescoço e na mão e está internado no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Segundo a assessoria de imprensa da unidade, a família não autorizou o repasse de informações relacionadas ao estado de saúde dele.

O evento foi organizado pelo Diretório Central de Estudantes (DCE) com a autorização da UFG. Em nota à TV Anhanguera, o diretório afirmou que a festa “contava com o apoio de duas empresas de segurança privada: uma que presta serviços para a própria UFG e é responsável pela segurança geral do campus e outra contratada especificamente para o evento”.

Após o crime, a universidade proibiu a realização de qualquer festa em seus campi até que sejam definidas “normas para a realização destes eventos”. A decisão, informada em nota na segunda-feira (18).

Fonte: https://g1.globo.com/goias/noticia/presa-dupla-suspeita-de-envolvimento-na-morte-de-estudante-em-festa-na-ufg.ghtml

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