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Special K, droga usada em cavalos, é alvo de operação da PCDF

Desencadeada pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), ação cumpre cinco mandados de prisão e quatro de busca

Em uma nova ofensiva contra a droga cetamina, usada como anestésico em animais de grande porte, a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (30/5) para prender cinco homens acusados de traficar o medicamento. As prisões ocorrem em Águas Claras, Guará, Taguatinga e em Goiânia. Também são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

As investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) que deram origem à Operação Special K tiveram início há três meses e identificaram um esquema de tráfico que ocorre em um estabelecimento comercial de Taguatinga, especializado na venda de produtos agropecuários.

As apurações apontaram que o comércio recebia usuários e traficantes, que compravam as ampolas para revender. Os criminosos, segundo o delegado chefe da Cord, Luiz Henrique Sampaio, desidratam o medicamento, transformando-o em pó. “Essa droga costuma ser vendida em sua forma líquida, mas, após passar pela desidratação, vira pó, consumido associado a outras drogas sintéticas, como o ecstasy”, explicou.

Operação K Nove

Em 17 de maio, o Metrópoles noticiou a primeira ofensiva da Polícia Civil contra o tráfico de cetamina. Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro clínicas e nas residências dos suspeitos.

Dois veterinários, do Lago Oeste e de Taguatinga, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Um empresário do ramo de pet shops também foi detido, em Taguatinga. Na casa dele, a polícia encontrou R$ 40 mil em espécie. Durante a operação foram apreendidas 60 ampolas de cetamina. Estão presos o empresário João Filho Neto Sousa Costa e os veterinários Jader da Cruz Fayad e Gustavo Ferreira Santiago.

Investigações conduzidas pela 1ª DP (Asa Sul) apontaram que os profissionais forneciam a solução líquida do medicamento para usuários. As apurações começaram após a PCDF ter registrado a morte por overdose de um médico anestesista, em abril de 2017. A vítima seria viciada em anestésicos. O homem fazia pós-graduação em uma faculdade da Asa Sul para mudar de ramo e tentar escapar do vício.

Special K

A mistura mortal do sedativo com drogas sintéticas foi batizada de Special K pelos usuários. A substância passou a ser usada com frequência em festas de música eletrônica e consumida em larga escala pelo público no DF. Os efeitos variam de leve sedação e amnésia a um profundo estado de transe que pode levar à insuficiência respiratória, ao coma e até a morte.

Como se trata de um anestésico, a droga impede o usuário de sentir dores, fazendo com que o indivíduo cause danos físicos a si próprio. Ela dá a sensação de intensificar as cores e os sons. Os efeitos da cetamina são normalmente mais fortes na primeira hora, mas podem durar até seis.

Fonte: Metrópoles

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