quinta-feira , fevereiro 22 2018
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Veja na íntegra entrevista do deputado Talles Barreto ao Jornal Opção

Secretário extraordinário do programa diz que Marconi Perillo e José Eliton empreendem um governo que tem canal direto com as prefeituras e merecem colher os bônus por essa relação
Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

 

JORNAL OPÇÃO – Por Redação

Desde abril, Talles Barreto trocou a Assembleia Legislativa por uma missão dada por Marconi Perillo (PSDB). Mais do que atender o correligionário e líder, o deputado tucano tem podido perceber a energia que o governador dispende em suas ações pelo Estado. “Ele é incansável. Já o acompanho desde 1998, mas agora, com convívio diário, é impressionante ver de perto seu dinamismo e esforço em to­das as ações. Das 6 da manhã às 8 da noite, são até oito municípios por dia”, relata.

Isso se explica pela função de Talles. O deputado licenciado é secretário extraordinário de Fiscalização do Programa Goiás na Frente, um convênio por meio do qual o governo estadual está distribuindo quase meio bilhão de reais aos 246 municípios goianos. A oposição, obviamente, protesta e diz se tratar de mera estratégia eleitoreira, visando a sucessão de 2018. O secretário responde: “É claro que também é uma ideia política, não há por que esconder. Ora, se há uma boa administração política, por meio da qual esses municípios são beneficiados com algo que nunca conseguiriam juntar por si mesmos, não deixa de ser uma articulação política. O que não se pode negar é que temos uma gestão municipalista”. Quando há uma boa gestão política, é claro que os frutos serão colhidos, não há como negar.

Nesta entrevista ao Jornal Opção, Talles Barreto fala muito sobre o programa Goiás na Frente, mas também dá sua visão sobre o que será a disputa eleitoral de 2018, analisando seus efeitos, in­clusive, dentro da base aliada — a disputa pelas vagas na chapa majoritária está intensa, o que não poderia ser diferente.

Euler de França Belém — Como foi criado o programa Goiás na Frente?

O Goiás na Frente vem da iniciativa do próprio governador Mar­coni Perillo, alguém que está sempre a vários passos adiante quando o assunto é gestão. Ele é muito articulado, consegue assimilar a problemática de todo o Estado e sabia da importância de um programa como esse em um momento de crise como o atual. Ainda em 2014, na 17ª legislatura da Assem­bleia Legislativa, nós aprovamos decisões muito difíceis do governo estadual, logo após a reeleição de Marconi. Nós, deputados, passamos por um crivo extremamente difícil. Entretanto, essas medidas foram importantes para que Goiás pudesse fazer uma economia que viabilizasse, mais à frente, investimentos em um dos momentos mais difíceis da história do Brasil

Os recursos desse programa que estão sendo repassados aos municípios não têm um tostão que seja proveniente da venda da Celg. Nenhum tostão (enfático). Esses recursos são resultados daquelas medidas importantes, por meio das quais o Estado conseguiu segurar sua situação. Tudo isso é mérito do governador Marconi e de seu pensamento. O Goiás na Frente vem, indiscutivelmente, da estratégia e da experiência dele, após quatro mandatos.

Euler de França Belém — Os adversários dizem que o Goiás na Frente não é apenas uma ideia municipalista, para ajudar as prefeituras, mas também uma ideia eleitoreira.

Sem dúvida, é também uma ideia política, não há por que esconder. Ora, se se faz uma boa administração política, por meio da qual esses municípios beneficiados, que agora nunca conseguiriam juntar tal montante por si mesmos em quatro anos, não deixa de ser uma articulação política. Quando há uma boa gestão política, é claro que os frutos serão colhidos, não há como negar.O que não se pode dizer é que Marconi não seja municipalista. Tanto ele como o vice-governador José Eliton (PSDB) sempre se caracterizaram por ajudar os municípios. O governador poderia, por exemplo, pegar os R$ 500 milhões que estão envolvidos nesses convênios com as prefeituras e executar 20 rodovias importantes — a R$ 1 milhão por quilômetro, teria pelo menos 20 trechos de 30 quilômetros, unindo cidades importantes.

Marconi fez e faz um trabalho político municipalista. Veja, na história goiana, quais os governantes que já visitaram todos os municípios do Estado, como fazem Marconi e José Eliton. Esta é a diferença: são líderes que vão à base, que vão sentir o problema no local dele, que veem as necessidades. Vou dar um exemplo claro: nesta semana, vamos visitar o término das obras do programa Goiás na Frente em Itapaci. Estamos lá tirando as pessoas da poeira, dando a elas a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida. Se isso vai dar ao governador uma rentabilidade política, ora, isso é um jogo, faz parte do programa político da vida dele. O que não se pode tirar é o fato de que ele seja um municipalista que sempre soube ajudar as prefeituras.

Euler de França Belém — Quanto do total a ser investido o governo já enviou para as prefeituras?

Temos 36 municípios que já tiveram o contrato celebrado e com a primeira parcela paga — para esses, a segunda parcela será quitada provavelmente nesta semana ou na outra; temos 33 que já fecharam o contrato e já receberam até a segunda parcela; outros 2, por ter um montante menor, já receberam tudo integralmente. Temos também 182 projetos já aprovados pela SED [Secretaria Estadual de Desenvol­vimento Econômico].

Elder Dias — Isso significa 182 municípios?

Não, porque há municípios com mais de um projeto. Por exemplo, Ceres fez três — execução de um lago, de um auditório e mais R$ 1 milhão para pavimentação. O convencional seria apenas um, era o que eu mesmo orientava, porque ficaria mais fácil até para a prestação de contas. Mas alguns municípios que não tinham necessidade só de pavimentação resolveram atender outros sonhos. Santa Tereza de Goiás resolveu investir em seu estádio de futebol. A grande maioria dos municípios vai usar os recursos para pavimentação urbana. Mas teve prefeito que, tendo R$ 2 milhões à disposição, pôs R$ 1 milhão para asfalto e distribuiu o restante.

Augusto Diniz — E como tem de agir um prefeito para ter acesso ao programa?

A primeira ação que uma prefeitura tem de fazer é apresentar o que deseja, por meio de um projeto adequado às normas e à tabela da Agetop [Agência Goiana de Transportes e Obras]. Esse projeto é analisado por uma equipe que conta com 14 engenheiros, os quais vão avaliar tudo de acordo com a tabela e verificar onde será retirado o cascalho, por exemplo, enfim, pegar esse projeto e destrinchá-lo de acordo com os princípios da legalidade. Depois de aprovado na SED, o projeto segue para a Secretaria de Governo, momento em que é necessária a apresentação de todas as certidões — a do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a do INSS etc. Muitas vezes os projetos ficam relativamente parados por conta disso. Por outro lado, os municípios que aproveitaram a renegociação do INSS em 200 parcelas, que o governo federal proporcionou, estão acelerando seus processos. Temos 26 aguardando outorga, a parte final, e outros 26 já aprovados e aguardando o pagamento da primeira parcela. Creio que vamos chegar ao fim de setembro com mais de cem municípios já contemplados pelo programa, pelo menos com a primeira parcela. O interessante é que a execução da obra é geralmente muito rá­pida. É que as empresas preferem acelerar a obra nessas condições, levando seu maquinário para concluir uma empreitada de R$ 1 milhões a R$ 3 milhões em até 60 dias. É realmente muito rápido.

Augusto Diniz — Um programa como o Goiás na Frente seria a ocasião na qual as prefeituras poderiam apresentar um projeto para outra questão que não a pavimentação. O asfalto é realmente algo tão emergencial?

Para a grande maioria, reflete a emergência dos municípios. Temos vários pedidos para o setor de saúde — como a reforma de hospitais, por exemplo —, mas a pavimentação urbana tem um custo muito alto. Concluímos agora o asfalto de Gameleira de Goiás. Quando é que um município com receitas tão modestas poderia juntar R$ 1 milhão para executar essa pavimentação? Não daria conta. E que fique claro: quem destina onde será aplicado o recurso é o município, por parte da própria prefeitura ou de decisão dos vereadores. O governo não fez qualquer indicação de obra.

Augusto Diniz — Não houve qualquer intervenção?

Zero de intervenção. Até porque é o município que sabe sua demanda. Issy Quinan [PP, prefeito de Vianópolis], por exemplo, resolveu fazer um cemitério, que era uma necessidade de sua cidade, onde a pavimentação está boa. O prefeito de Santa Tereza de Goiás [Edson Palmeiras dos Santos (PMDB)] investiu na reforma do estádio, já que o futebol é uma das paixões do município, que integra a Liga do Norte. Então, cada local tem sua característica.

Mas a pavimentação acaba sendo o objeto da maioria dos convênios porque se observa que em vários municípios houve um crescimento descontrolado de loteamentos e a poeira está na casa das pessoas. A propósito, para as prefeituras que têm terreno e tem o quantitativo de déficit de habitações registrado pela Agehab [Agência Goiana de Habitação] como pelo Ministério das Cidades: temos uma linha de crédito com a Caixa Econômica Federal bastante favorável para construir moradias. Basta que a situação esteja regular e que se apresente os documentos devidos. O governo entra com uma parte, a Caixa com outra, tudo com um parcelamento bastante acessível.

“José Eliton já se consolidou como candidato da base aliada. Hoje nós o temos como o nome do grupo como um todo. Ele é o nosso candidato”| Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

 

Euler de França Belém — Esse projeto também integra o Goiás na Frente?

Claro, faz parte do Goiás na Frente Habitação, por meio do qual o governo quem chegar a 30 mil moradias novas até o fim de 2018.

Elder Dias — Algum município vai usar seus recursos do programa para saneamento?

Sim. Itaguaru, por exemplo, op­tou por usar seu R$ 1 milhão com saneamento. É uma obra “coberta”, mas, até porque já tinha recursos para outras obras, por meio de emendas parlamentares, fez essa escolha. O município já tinha terreno e recursos para construção de casas, mas, para liberar, precisaria executar as obras de saneamento. Um projeto assim precisa antes ser aprovado pela Saneago e acompanhei o prefeito até lá várias vezes para tentar liberar.

Elder Dias — Realmente, o fato de ser uma obra “coberta” como o sr. disse, que não pode ser vista pela população, geralmente não dá retorno eleitoral, o que faz com que poucos homens públicos o tratem como prioridade. Mas tem alguma cidade que vai resolver totalmente seu problema de saneamento com esses recursos?

É preciso observar que há os órgãos responsáveis por essas obras. No caso, quem cuida das redes de água e esgoto é a Saneago. É a empresa que precisa executar esse tipo de estrutura. Vou dar o exemplo de Nerópolis, onde a ligação do esgoto demandará R$ 8 milhões. Isso está no planejamento da Saneago e, sendo assim, não vamos pavimentar onde está prevista essa cobertura. Portanto, existe um planejamento e a Saneago é a responsável por isso. Muitos municípios estão antecipando seus contratos e usando isso como contrapartida. É bom lembrar também que soluções para o saneamento podem ser buscadas na própria Saneago ou na Funasa [Fundação Nacional de Saúde], que tem recurso específico para isso. O programa Goiás na Frente serve, então, para ter acesso a verbas para demandas cuja resolução seria difícil por outros meios. No caso do saneamento, a Saneago tem feito um grande trabalho. O presidente da empresa, Jalles Fontoura, tem agido e recentemente buscou recursos específicos com o governador Marconi, que também é sensível a essa questão. Portanto, há saídas para que os municípios resolvam suas demandas. Com essas medidas, em 2018, muitos municípios terão cobertura de 100% de rede de esgoto.

Euler de França Belém — No início do programa, alguns municípios estavam com dificuldade para conseguir suas certidões negativas. Como foi contornado esse problema, de modo com que eles pudessem receber os recursos?

Temos uma procuradora responsável que é muito rígida nessa questão. Quem não tem documento pode entrar na Justiça, o que foi a forma de ação de alguns municípios. Goiatuba teve dificuldades por falta de certidão no TCM, salvo engano por falta de aplicação dos 12% constitucionais na saúde da receita municipal. A prefeitura entrou na Justiça para assinar o convênio. Assim, outros municípios fizeram. Quanto não há outras certidões, ainda mais quando é algo que já vem de gestões anteriores, vimos a sensibilidade de alguns magistrados em conceder uma liminar a fim de que a população não fosse prejudicada por algo que não era responsabilidade do prefeito atual. Dívidas com o INSS vêm de mandatos anteriores e isso não pode fazer com que a cidade seja prejudicada.

Euler de França Belém — No início do Goiás na Frente, quando disseram que o programa era partidário, o governo em seguida mostrou que isso não era verdade, já que foram beneficiados também prefeitos do PMDB — não só desse partido, mas de todos, desde que credenciados. É mesmo esse o procedimento?

Claro que sim. Estamos agora enviando recursos para Formosa, município do prefeito Ernesto Roller (PMDB), hoje um adversário político declarado, ligado até por parentesco com o senador Ronaldo Caiado (DEM). Faço o desafio de andar pela secretaria e encontrar qualquer discriminação a qualquer prefeito. Quem foi ágil, rápido, dinâmico, já obteve seus recursos, independentemente de sigla. A diferença é exatamente o dinamismo: tem prefeito que vive lá dentro, que acompanha o processo praticamente 24 horas por dia, não deixa um documento faltar; e tem prefeito que é mais acomodado. A realidade é essa, e todo mundo sabe que quem chega antes bebe água limpa e tudo fica mais fácil. É questão de gestão.

É interessante observar também o papel da equipe do governo municipal. Na realidade, nem tudo depende do prefeito, é preciso que seus assessores proporcionem o retorno da burocracia de forma mais rápida possível. E essa questão é chata mesmo, não é simples. Os projetos que chegaram para nós, na quase totalidade, tiveram de ser modificados, seja por um erro de tabela, seja pela falta de uma certidão ambiental, entre outras coisas. Tudo corre em forma de interação. É impossível que um projeto seja apresentado à SED e ter seu fluxo normal se não houver uma comunicação constante entre as equipes técnicas da secretaria e da prefeitura.

Euler de França Belém — O prefeito de Catalão, Adib Elias (PMDB), tinha bastante resistência ao programa. Como está sua situação agora? Ele vai receber recursos?

Primeiramente, preciso dizer que tenho a maior admiração por Adib, de quem foi colega na Assembleia e por quem tenho muito respeito pela história de vida pública que construiu. O governo do Estado de Goiás sempre deixou portas abertas para que Catalão recebesse seus recursos. O mesmo que vale para Catalão vale também para os demais 245 municípios. Prova disso é que Iris Rezende (PMDB) acertou com o governador Marconi um projeto para Goiânia, dentro das regras de convênio estabelecidas. Com Catalão não seria diferente.

Euler de França Belém — Quanto o governo realmente tem para o programa Goiás na Frente?

Hoje, nos cálculos do governador Marconi, são R$ 480 milhões, R$ 240 milhões para este ano e a outra metade para 2018.

Euler de França Belém — E sobre os recursos pleiteados pelo governo junto ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], em que estágio isso está?

É um aporte de R$ 1 bilhão, cuja conversa está encaminhada. O governador Marconi é incansável. Eu o acompanho desde 1998, quando ainda estava no comando da Juventude do PFL [hoje DEM]. Agora, ele me deu a oportunidade do convívio diário, dentro do programa Goiás na Frente. É impressionante seu dinamismo, sua dedicação, seu esforço em todas as ações. Digo que é uma coisa anormal: das 6 da manhã, quando saímos para fazer as visitas até a noite, são sete ou oito municípios por dia. Chegamos extremamente cansados, viajando de carro e de avião, sem horário de almoço. Com isso, ele me deu a oportunidade de ver além do grande gestor que é. Marconi gosta de viver o que vive, tanto é que chega a Goiânia e ainda tem três ou quatro solenidades. É dessa forma que tem o Estado na mão.Todas as agendas que ele faz são produtivas. Repórter que anda com ele nas viagens sabe muito bem, tem de revezar, porque não dá conta do pique do governador. São oito, nove agendas por dia. Não é qualquer um que o acompanha.

Euler de França Belém — Ocorre que esse dinheiro precisa ser pago depois. Ou seja, esses financiamentos geram também endividamento do Estado.

É preciso esclarecer antes que, dentro dos convênios, não existem recursos provenientes de financiamentos nem da venda da Celg.

Euler de França Belém — Mas esse R$ 1 bilhão seria para qual fim?

É um dinheiro que não pode ser usado para custeio. A partir do momento em que a administração cumpre as cinco metas estabelecidas pelo Tesouro Nacional, ela passa a ter margem para endividamento. O que não pode é pegar empréstimo que o Estado não dê conta de pagar. Vou passar um dado interessante: quando Maguito deixou o governo, o índice de endividamento era maior do que o atual. O governo tem interesse no desenvolvimento do Brasil. Então, quando se projeta a ligação de Crixás a Nova Crixás, que é uma pavimentação nova, ou de Alto Paraíso a Niquelân­dia, passando pelo distrito de São Jorge, o governo federal também tem interesse. Assim, quando se toma um empréstimo desses, é para pagar em muitos anos, dentro da margem de endividamento, e para executar uma obra que é algo bom não só para o Estado, mas para o País. A região de Alto Paraíso, hoje, é uma das mais produtivas do Brasil, então tudo o que for possível fazer para melhorar a qualidade do transporte implica em melhoria também para o Estado como um todo.Temos pelo menos 40 frentes de trabalho em termos de pavimentação asfáltica em rodovias, 20 novas e 20 de reconstrução. Isso é muito importante. Sou representante dos municípios de Rubiataba e de Mozarlândia e, entre as duas cidades, há 37 quilômetros de estrada de chão. E são quatro ônibus de estudantes transitando de Mozarlândia para a faculdade de Direito em Rubiataba. Veja só a qualidade de vida que estamos gerando para essas pessoas, ligando o Vale do Araguaia à região do Vale do São Patrício e o Médio-Norte Goiano. É uma estrutura que indiscutivelmente é boa para o Estado.Não podemos desmerecer o que Iris Rezende fez, assim como a oposição de hoje no passado foi situação e teve seus méritos. Esses recursos que estão vindo da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDES etc. são para fazer o desenvolvimento do Estado hoje.

“Goiás na Frente não olha para cor partidária”

Euler de França Belém — Os R$ 600 milhões que a Caixa Econômica repassaria já entraram no caixa do governo?

Sim, já está assinado, tudo pronto. Esse dinheiro é para pavimentação. Estamos construindo a duplicação de uma ro­dovia pela qual passo constantemente, a GO-080, de Nerópolis até a BR-153, no município de Jaraguá. O trabalho é diuturno, para fazer cinco pontes de grande estrutura, que vai dar nova vida para o tráfego na região.

Vamos fazer uma comparação com o Rio Grande do Sul, um Estado que se endividou e não conseguiu crescer. Quem vai para Gramado, saindo de Porto Alegre, pega uma estrada em condições muito ruins. Por isso é que podemos dizer que o Estado de Goiás, hoje, querendo a oposição ou não, está à frente dos demais. E isso é mérito, volto a dizer, do governador Marconi, que é incansável, não para, está sempre em Brasília com os ministros. É só se lembrar de que ele teve portas abertas com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Elder Dias — Aliás, é bom dizer, foi um dos que estiveram mais próximos de Dilma.

Exatamente. Agora, com o presidente Michel Temer (PMDB), ele tem abertura com vários ministros. Isso indiscutivelmente cria credibilidade, é importante.

Euler de França Belém — Vol­tan­do ao Goiás na Frente, um outro prefeito que está fazendo diferente com os recursos que recebeu é o de Jataí, Vinícius Luz (PSDB). Ele resolveu construir uma casa para menores infratores. Outro detalhe interessante é que ele está fazendo obras por administração direta.

Muitos optaram por essa estratégia da administração direta, principalmente para pavimentação. É algo cuja vantagem é discutível, mas algumas prefeituras têm usina de asfalto, os caminhões, rolos compressores e, por isso, conseguem tocar adiante. De qualquer forma, vivemos uma realidade da qual não tínhamos noção, as coisas vão acontecendo. Em todas as licitações que fazemos, estamos tendo um desconto de 15% a 20% do preço estabelecido para as obras. Com esse desconto, o município poderia fazer outras obras, fazendo novas licitações. Com administração direita, isso não seria possível.

Seja por administração direta, seja com licitação para execução total da obra, o Goiás na Frente é um sucesso e uma alegria para os prefeitos e a população. E isso não depende de cor partidária. Os prefeitos do PMDB estão extremamente satisfeitos.

Euler de França Belém — Alguns estão até criticando os próprios líderes…

É verdade. Em São Luiz do Norte, há uma situação interessante. O prefeito Jacob Ferreira é um símbolo do PMDB na região Norte do Estado. Um militante de muitos anos, que já foi prefeito várias vezes. Num discurso diante do vice-governador José Eliton, ele mostrou toda sua consideração e destacou a importância da pavimentação, principalmente para distritos que não eram asfaltados. É uma satisfação, independentemente do partido.

Euler de França Belém — As pesquisas de intenção de voto para o governo em 2018 mostram Ronaldo Caiado bem à frente. Há várias interpretações para esse índice. Uns dizem que é por ele ser mais conhecido, ao contrário de José Eliton e Daniel Vilela [deputado federal e pré-candidato do PMDB]. O sr. acha que há, no caso da pré-candidatura da base, um cenário para que José Eliton cresça?

Eu estou bem tranquilo em relação a isso. José Eliton sempre mostrou uma fidelidade muito grande ao governador Marconi. Eles conseguiram se unir e fazer uma gestão muito próxima, com um ganhando a confiança do outro e ambos entenderam a necessidade de mostrar o próprio perfil. Não vamos ter um novo Marconi com José Eliton, mas vamos ter um José Eliton que agrada a todos os que estão hoje com Marconi. O governador é nosso grande líder e seu vice hoje está dando passos da melhor forma possível para assumir o Estado em abril, mas também para ganhar a eleição. A oposição falava que ele não seria candidato; alguns, da base, nem acreditavam nessa hipótese. Hoje, em minha visão, José Eliton já se consolidou como candidato da base. Isso pode ser observado até mesmo na pergunta que você mesmo acaba de me fazer. Boa parte da imprensa não via isso dessa forma. E veja que estou falando de algo que ocorria cem dias atrás. Hoje o consolidamos como nome da base. Ele é o nosso candidato.

Muitos diziam que o Goiás na Frente seria uma enganação aos prefeitos. Hoje todos veem que o programa é uma realidade, com dinheiro depositado para quase cem prefeituras, sem olhar para sigla partidária, quem correu atrás de projeto e o apresentou já recebeu. Quem ainda não teve acesso é porque não teve rapidez, mas o recurso está reservado.

Da mesma forma, todos agora estão falando que Caiado vai ganhar a eleição. É um senador da República, alguém que está disputando eleições há décadas, que tem, no histórico, a disputa de um governo de Goiás [em 1994] e da Presidência da República [em 1989]. Evidentemente, ele tem o nome mais consolidado diante da sociedade. Só que agora essa mesma sociedade está enxergando que nosso candidato é a renovação política, é um representante da no­va geração, de um outro estilo, com a mesma seriedade, esforço e prazer de ajudar as pessoas. O resultado disso é que em vários municípios já vimos uma ascensão muito forte de José Eliton. E o caminho será cada vez mais nesse sentido, à medida em que a população ver as obras acontecendo e os salários em dia, enquanto há Es­tados sem pagar sua folha de pa­gamento — o Rio de Janeiro, por exemplo, não pagou o 13º salário até hoje. José Eliton tem tudo para ganhar a eleição. E vai ganhar.

Secretário Talles Barreto, do programa Goiás na Frente: “Não vejo problema em PSDB e PMDB se unirem em um 2º turno” | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

 

Euler de França Belém — A base governista não teme o fenômeno da “fadiga de material”, já que são quase 20 anos no poder e as pessoas desejam mudança?

A gente ouve muito isso. Mas mudar por mudar é muito perigoso. O ônus de uma mudança sem estrutura, sem sustentação política, é um atraso na vida do Estado e a sociedade sabe disso também. Marconi é nosso grande líder e foi pelas mãos dele que Goiás evoluiu o tanto que evoluiu em relação ao Brasil. Em qualquer município que você chegue, as pessoas dizem que melhorou, isso é uma realidade. O governador, por meio de sua base, conseguiu uma revolução no Estado. Isso tem valor.

Como eu já disse, não é fácil abrir portas em Brasília, criar essa credibilidade. José Eliton é alguém muito bem preparado, tem uma personalidade equilibrada, ponderada, não tem discursos agressivos nem gestos grosseiros. Ele não engana nem mente. Por isso tudo, é o mais preparado para dirigir nosso Estado.

Augusto Diniz — O nome de José Eliton é tratado como consolidado pela base até pelo fato de que ele vai assumir o governo em abril. Mas se essa ascensão de que o sr. fala não ocorrer, a base trabalha com um plano B?

Não vejo isso. No meio político sabemos que José Eliton evoluiu bastante. Amadureceu, aprendeu a vivenciar os problemas administrativos, aproveitando bem a oportunidade de estar na Celg e nas secretarias de Desenvol­vi­mento Econômico e da Segurança Pública. Ele tem respeitabilidade e acredito que essa hipótese (de ele não ser candidato) é mínima, até porque ele conseguiu conquistar nós todos, também. Não é só uma determinação de cúpula, hoje ele tem a unanimidade dos deputados estaduais da base, bem como dos líderes dos partidos de nosso grupo político. Pode haver alguma pequena ponderação de um ou outro — como é o caso de Vilmar Rocha (PSD), com quem ainda precisa consolidar a relação —, mas, no geral é muito bom. No próprio PSD, ele tem uma relação muito boa com o deputado estadual Lincoln Tejota, excepcional com Heuler Cruvinel [deputado federal] e excelente com Thiago Peixoto [deputado federal]. Se pensar que ele é um cara novo no grupo, isso é até surpreendente. Mas a coragem, a disposição e a lealdade de José Eliton é algo o leva a ter a posição que tem hoje.

Augusto Diniz — Essa relação não consolidada com Vilmar Rocha [secretário estadual de Meio Ambiente e Cidades, além de presidente estadual do PSD] gera alguma preocupação?

Sinceramente, não. Vilmar tem uma história muito bacana de dedicação ao Estado, mas o nome do PSDB e de nossa base hoje é José Eli­ton. Ele tem de entender isso, faz parte.

Euler de França Belém — Hoje o nome mais cotado para a vice na chapa de José Eliton é o de Thiago Peixoto. É consistente?

Tenho muito carinho por ele, um jovem muito preparado. Seria um grande nome, mas temos vários outros, também: Célio Silveira [deputado federal pelo PSDB], que é alguém consolidado no Entorno do Distrito Federal; Heuler Cruvinel também seria um grande nome; João Campos [deputado federal pelo PRB] é alguém que goza de muito respeito e carinho; da mesma forma ocorre com o PTB, e Jovair Arantes [deputado federal e presidente estadual do partido], se tiver disposição de seguir para uma campanha majoritária, também tem credibilidade para tanto.

Elder Dias — E como fica a situação da senadora Lúcia Vânia (PSB)?

Acho que ela vai compor conosco. Ela tem espaço na base, assim como o senador Wilder Morais (PP). Precisamos aglutinar sempre, evidentemente.

Euler de França Belém — Mas, se Wilder estaria ocupando vaga ao Senado, qual espaço ela tem, já que uma vaga ao Senado é garantida a Marconi Perillo?

Vamos aguardar, há muita coisa para acontecer. Essa matemática com certeza está sendo pensada da melhor forma possível pelo governador e pelo nosso candidato à sucessão. Temos, por exemplo, a suplência de Marconi ao Senado, que é uma vaga importantíssima, assim como a candidatura de vice. Toda essa articulação vai ser muito bem conduzida para que a base permaneça unida.

Euler de França Belém — É frequente que recebamos e-mails aqui no jornal pedindo para a gente explicar por que Maguito Vilela [PMDB, ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia]. Eu respondo que só saberia se tivesse bola de cristal. Mas, de fato, o que é que eles tanto conversam?

Na Assembleia, um dos grandes amigos que eu fiz foi Daniel [Vilela, filho de Maguito], que também tem o perfil do pai. Maguito sempre foi um sujeito elegante, educado. O confronto não faz parte de seu perfil. Indiscutivelmente, ele também tem sua história de dedicação ao Estado e, como prefeito de Apa­re­cida, teve a sensibilidade de ver a ne­cessidade de parcerias com o governo. Sempre buscou congregar, nun­ca conflitar. Daniel talvez seja um pouco mais “rebelde”, vamos dizer as­sim, mas a família Vilela tem por tra­dição a serenidade. Então, os en­contros que ocorrem com o governador são algo construtivo, positivo.

Euler de França Belém — Mas isso pode sinalizar alguma coisa para 2018. Afinal, PSDB e PMDB devem caminhar juntos nacionalmente em 2018.

Acho que isso pode até acontecer, afinal o PMDB está em baixa em nível nacional, com tantas delações. Hoje quem está surgindo são os Democratas (DEM), com Ro­drigo Maia [presidente da Câmara dos Deputados] sendo uma das referências, apesar dos problemas que tem. Vejo uma aliança assim complicada, mas tudo é subjetivo.

Euler de França Belém — Mas uma união entre os dois partidos pode ter reflexo em Goiás?

Acho difícil, pelo menos no primeiro turno. Para o segundo, de­pen­dendo do que ocorrer, creio que possa haver essa chance. A relação de Marconi e José Eliton com Iris Re­zende e com Gustavo Mendanha [PMDB, prefeito de Aparecida de Goiânia] hoje é muito boa. Não tenho dúvida de que há um respeito mútuo, juntamente com o amadurecimento político da nova geração. O maior exemplo é o próprio Gus­tavo, uma das grandes revelações entre os políticos jovens. Outro é Roberto Naves (PTB), de Anápolis. Ambos são prefeitos muito jovens, mas que buscam algo novo na política. Não vejo problema em nos unirmos em um segundo turno.

Elder Dias — O sr. acredita que o PMDB terá candidato ao governo de Goiás?

Acredito que sim. Historica­men­te é um partido que sempre teve um nome, desde que eu me entendo como político. Não seria diferente agora, ainda mais tendo grandes nomes e prefeituras importantes. É um partido consolidado em todo o Estado. Não sei se os militantes peemedebistas históricos conseguiriam entender uma eleição estadual sem que o partido tivesse candidato a governador.

Elder Dias — Com Caiado indo para o segundo turno contra José Eliton, o sr. vê o PMDB apoiando o candidato do governo, ainda que de forma branca?

Acho que nem seria de forma branca, poderia até ser oficial. Não vejo dificuldade. Sabemos que uma parte do PMDB não tem uma relação muito boa com Ronaldo Caiado. Da mesma forma, há outra parte do PMDB que tem ótima relação com José Eliton e Marconi Perillo. Um exemplo de outra pessoa da base que tem ótima relação com a oposição é Wilder Morais, com Gustavo Mendanha.

Euler de França Belém — O sr. é um político bastante municipalista e sabe que é preciso ter uma base municipal muito boa para eleição a deputado estadual e outra, muito maior, para uma eleição majoritária. Algumas pessoas do PMDB dizem que Caiado pode ir a uma cidade, fazer seu discurso, mas depois não terá ninguém para repercutir. É assim que o sr. vê, também?

Ronaldo Caiado sabe o que é uma eleição majoritária. Insisti­ram, em 2006, numa candidatura ao governo com Demóstenes Tor­res e ele percebeu o quanto é importante uma base política. De repente, ele viu que não poderia estar no palanque de seu candidato. Demóstenes ficou sozinho, porque Caiado viu que sua própria candidatura estava sendo comprometida ao disputar com uma estrutura sem base. Em 1994, ele foi líder nas pesquisas. Vivi aquela campanha e não tinha uma vez em que ele não aparecia na frente. E isso vindo de um segmento consolidado em Goiás, que era a UDR [União Democrática Ruralista, entidade da qual Caiado foi presidente], que botava as máquinas nas ruas, para as carreatas dele. Mas Caiado não tinha base política. O que aconteceu? Ele não foi nem para o segundo turno.

Euler de França Belém — Quais serão os temas mais discutidos na campanha de 2018?

Na campanha passada, um tema que foi muito debatido foi o da segurança pública. Para o próximo ainda é difícil falar. Quando fazemos algumas pesquisas, observamos alguns temas que permanecem, como o da saúde. Hoje, porém, esse não é um tema de grande destaque para uma campanha estadual, porque o governo Marconi Perillo consolidou o setor com as OSs [organizações sociais] como referências positivas, além de estar construindo outras unidades. O hospital regional de Uruaçu é maior do que o Hugo [Hospital de Urgências de Goiânia] e do Hugol [Hospital de Urgências Governador Otávio Lage] de Goiâ­nia. O atendimento do Crer [Centro de Reabilitação e Readap­tação Dr. Hen­rique Santillo], do Hugol, do Hu­go e de todos os hospitais que são do Estado levam uma marca que nos dão um discurso razoável pa­ra a saúde. O que não se podem é confundir isso com os Cais da Prefeitura, que estão de fato arrebentados.

Em relação à segurança pública, é bem verdade que temos um desgaste. É um tema usado por parlamentares da oposição. Só que, com todas as dificuldades, demos posse neste mês a mais 2,2 mil homens para fortalecer nossas cidades. Eles farão nove meses de academia e depois, provavelmente, vão começar a atuar em seus municípios. Vamos suprir um bom quantitativo.

Estrutura também deve ser um tema a ser encaminhado, mas o governo não está ausente.

Essa é a vantagem do governador Marconi. Ele encara o problema, vai atrás de soluções, nunca fugiu desse embate. Tem gente que passou por lá e, nós sabemos, não gostava de receber prefeito nem visitava o interior.

Euler de França Belém — Tornando-se presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo ajuda Goiás com isso?

Eu acho que não. Se ele realmente for para esse cargo, aí o voo dele será nacional. Do jeito que ele é dinâmico, vai rodar o Brasil inteiro. Assumindo o PSDB, ele vai direcionar seu plano político para a esfera nacional.

Elder Dias — O sr. é um político reconhecido também como um torcedor do Vila Nova. Há outros vilanovenses famosos na política goiana, como o vice-governador José Eliton, o deputado estadual Hum­berto Aidar (PT) e outros. Tem vilanovense que não se assume por questão política.

Eu acrescentaria ainda, entre os políticos, os deputados Giuseppe Vecci (PSDB) e Sandes Júnior (PP) e também os ex-deputados e hoje conselheiros Sebastião Tejota e Tião Caroço, uma turma um pouco mais antiga, que viveu os anos 70, quando o Vila foi tetracampeão goiano. Sobre sua pergunta, essa história de esconder o time do coração é mais comum em torcedores de outros clubes. No Vila, não. Quem é vilanovense tem coragem de se assumir, porque é uma paixão, é diferente dos outros clubes. O Vila é um time de massa, quem é vilanovense declara sua paixão indo ao campo, participando, se declarando. Sou conselheiro do clube e posso dizer tranquilamente que é uma coisa diferente. Temos nossos problemas administrativos, nossas dificuldades financeiras, mas estamos chegando a um momento histórico, caminhando para estar na Série A.

Veja o jogo contra a Luverdense, o mais recente no Serra Dourada. O time põe a massa para jogar com ele. A torcida joga com o time, não é como a do Goiás, que só fica falando “Goiás, Goiás, Goiás” e assobiando.

Elder Dias — É verdade que o vice-governador queria mudar o nome do programa para “Vila na Frente”?

(risos) O que eu vi foi o governador Marconi — que tem um pai vi­lanovense, o sr. Marconi, e também um irmão, Toninho Perillo — fazer essa brincadeira. Na verdade, ele está certo, porque o Vila está sem­pre na frente do Goiás, é o time que mais permaneceu no G-4 [faixa dos quatro primeiros colocados, os que sobem para a 1ª divisão] nesta Sé­rie B e tem tudo para representar o Estado no Campeonato Brasilei­ro, de repente junto com o Atlético, que tem feito um ótimo segundo turno.

Elder Dias — Mas, conseguindo o acesso, o Vila Nova aguenta mais de um ano na Série A?

(risos) Como disse nosso presidente Ecival Martins, nós estamos nos espelhando na Chapecoense. Um time que bateu no Corinthians ainda na Série B, que tem uma massa vibrante — porque o Goiás, sinceramente, praticamente não leva gente no Estado.

Mas isso ocorre quando tudo já está definido. Em um campeonato em condições competitivas, o estádio fica cheio. Mas está cheio de “moxé” [apelido dos torcedores do Goiás] querendo torcer para o Vila, eu só digo “calma, esperem um pouco até a gente subir”… (risos) l

Fonte: https://www.jornalopcao.com.br/entrevistas/o-goias-na-frente-e-ideia-de-uma-gestao-municipalista-e-e-justo-que-colhamos-os-frutos-politicos-105700/

 

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