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Vereador é suspeito de desviar R$ 175 mil em recursos do Legislativo

Dercap cumpriu três mandados de busca e apreensão na casa e gabinete do político. Ele, supostamente, ficava com parte de pagamentos destinados a empresas e funcionária da casa

Suspeito nega as suspeitas e se diz vítima de perseguição política (Foto: reprodução/Polícia Civil)

 

O ex-presidente da Câmara de São Simão e vereador em exercício Leopoldo Pereira (42), do MDB, é investigado pela Polícia Civil (PC) pela suposta apropriação indevida de R$ 175 mil. Ele poderá responder por peculato em decorrência da contratação e posterior exploração de uma funcionária da casa legislativa e de empresas de informática contratadas para prestarem serviço ao Legislativo Municipal. Por isso, a força cumpriu, na manhã desta quinta-feira (7) três mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete de Leopoldo.

De acordo com a titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), Mayana Rezende, a suspeita é de que o político firmava contratos e exigia em troca parte do pagamento destinado pela Câmara às empresas e trabalhadora entre 2015 e 2016, período em que o parlamentar presidia casa. Se condenado, ele poderá cumprir entre 2 e 12 anos de prisão.

Se condenado, ele pode ficar recluso por até 12 anos (Foto: reprodução/Polícia Civil)

 

“Houve superfaturamento dos contratos em até 2.000%. Duas empresas confirmaram que o combinado era repassar até 50% do valor pago pela casa para o vereador”, afirmou ao Portal G1/GO. As investigações tiveram origem em uma denúncia recebida pelo Ministério Público e repassada à Polícia Civil.

Em sua defesa, por sua vez, o vereador alegou que não cometeu desvio de dinheiro e acredita que a motivação para a denúncia seja “perseguição política”. “Sou vereador de três mandatos consecutivos, oposição à atual administração pública e estou incomodando. É uma denúncia que não tem fundamento e não tem nada que comprove essa suspeita”, afirmou por telefone ao referido site.

Contratos

Conforme expõe Mayana, uma das empresas recebeu R$ 78.464,94, de modo que 50% do valor foi sacado e repassado em espécie ao político, segundo o proprietário, que não foi identificado. Outro estabelecimento recebeu R$ 216.341,92, caso em que 40% teria sido transferido a Leopoldo. O valor deste último pagamento feito pela Câmara, segundo apuração da PC, foi 2,743% maior em relação ao contrato do biênio anterior.

“Existem vários contratos sob investigação. Com a apreensão dos documentos e a análise dos extratos bancários dos envolvidos, teremos outra dimensão de que forma foram feitos os contratos e apurar os valores pagos. Temos muitas oitivas a fazer, como a do vereador”.

Chefe de gabinete

Quanto à funcionária, que também não teve o nome revelado, a polícia revelou que ela era obrigada a repassar parte do salário ao político. “Ela foi contratada como assessora da presidência e, posteriormente, promovida a chefe de gabinete. Entrou ganhando R$ 2,5 mil e, no final, R$ 4,5 mil. Ficava com R$ 1 mil e o restante tinha que ser devolvido ao presidente da época”, sublinha a delegada.

Com isso, as investigações apontam que Leopoldo tenha ficado com R$ 50 mil extraídos diretamente do salário da mulher, que deixou o cargo quando Pereira saiu da presidência.
Fonte: Hugo Oliveira –Mais Goiás

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